Com certeza você conhece uma pessoa que está sempre mau humorada, melancólica, que vê tudo pelo lado negativo, intolerantes, de baixa auto-estima, pessoas que evitam festas, confraternizações, que se isolam e tem um enorme sentimento de rejeição, essa pessoa pode ter distimia.
Vamos ver um pouquinho sobre o que é, e como é, a distimia:
Quando um paciente é avaliado pela primeira vez, é difícil diferenciar distimia de depressão. Embora seja uma depressão mais leve, ela deixa o indivíduo predominantemente mais triste, desanimado, sem vontade de agir. Às vezes, dependendo do nível cultural, torna-se pedante, acha que nada está bom nem é original, não vê nada de novo sobre a face da Terra que mereça sua atenção. São pessoas que passam a maior parte do tempo irritadas, mal-humoradas.
Desde a infância ou adolescência, os distímicos são considerados pela família chatos, pessoas de difícil relacionamento. No emprego, chegam irritados, de cara amarrada, e os colegas os definem como resmungões e pouco saciáveis.Embora façam o trabalho corretamente, não são muito criativos, porque criatividade tem a ver com bom humor, com capacidade de abstrair e o mal-humorado dificilmente está aberto para o novo, para o desconhecido.
O portador de distimia procura ajuda porque a família o considera um sujeito irritado, que reclama de tudo. Outras vezes, como o assunto tem sido mais divulgado na mídia, o próprio paciente reconhece os sintomas. “Todo o mundo diz que sou irritado, nervoso. Não tenho namorada, não consigo encontrar parceiros para passear e meus amigos dizem que sou pessimista”. Quando o médico procura saber desde quando isso acontece, ele responde: a vida toda.
Para os médicos é mais difícil estabelecer um padrão de normalidade, saber se o medicamento está surtindo efeito porque pessoas que tem distimia não têm memória de como eram antes. Não lembram como é o seu normal. Parece que foram sempre daquele jeito mesmo.
Geralmente, as pessoas não procuram ajuda porque acham que são assim mesmo, que aquele é o seu jeito. Mas, quando começam a ser tratadas, ocorrem mudanças extraordinárias. Dois ou três meses de uso da medicação, voltam sorridentes para a consulta, sentindo-se mais leves e mais tranquilas.
Existe uma relação entre distimia e suicídio muito perigosa. Por isso, o fato de provocar depressão menos intensa, porém mais prolongada, não significa que seja mais leve. Imagine qual é a sensação do indivíduo que vai somando só perdas ao longo da vida. Talvez isso explique por que 15%, 20% dos pacientes com distimia tentem suicídio.
Graciete.